Dono conseguiu uma liminar que suspendeu o embargo das atividades
A empresa de laticínios que foi interditada na sexta-feira (2) em Pouso Alegre, pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) por suspeita de contaminar um córrego, voltou a funcionar neste sábado (3). A empresa também foi multada, mas o valor não foi divulgado.
O dono do laticínio, José Lois Couthelx, disse que reabriu a empresa por meio de uma liminar. O juiz Romário Silva Junqueira, de Santa Rita do Sapucaí, suspendeu o embargo das atividades da empresa. No documento, Couthelx alegou que o vazamento do soro ocorreu por causa de um cano quebrado. Ele também declarou que as atividades suspensas prejudicariam os 200 produtores que fornecem o leite para a empresa. De acordo com o proprietário, o problema será solucionado em 15 dias.
A inspeção feita pela Feam na sexta-feira apontou a existência de vazamentos de soro nos tanques do laticínio. O córrego que corta sítios e fazendas da região apresentava uma substância branca e amostras da água foram colhidas para uma análise. Os resíduos, segundo a Feam são do laticínio, que fabrica 18 toneladas de queijo por mês.
Neste sábado, o movimento de caminhões no laticínio foi intenso e durante todo o dia a empresa funcionou normalmente. Os moradores continuam reclamando do mau cheiro e da situação em que o córrego se encontra. Segundo a assessoria de imprensa da Feam, não há previsão para a divulgação do resultado da análise feita no córrego.

























