Médico confirma que levava pacientes para uma clínica particular
O Ministério Público (MP) solicitou e a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas Gerais, afastou, na última sexta-feira (11), o médico otorrinolaringologista Luiz Fernando Marques por prática de corrupção e improbidade administrativa.
Segundo a promotoria, pelo menos 15 pacientes foram ouvidos e confirmaram que o médico levava para a clínica particular dele os pacientes que chegavam para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e cobrava pelas consultas.
O MP constatou ainda que entre agosto do ano passado e junho deste ano, o médico realizou apenas uma cirurgia pelo SUS.
Ainda segundo o MP, o médico Luiz Fernando Marques agia da seguinte maneira: Ao serem informados de que os procedimentos poderiam demorar até quatro anos, os pacientes eram convidados a irem até a clínica particular para fazerem o acerto e confirmarem o atendimento.
Um paciente que preferiu não se identificar disse que recebeu uma proposta para que fosse agilizada uma cirurgia no nariz. Outro paciente que também preferiu o anonimato, contou que a cirurgia de adenóide agendada para o filho dele custaria até R$ 4 mil em uma clínica particular, mas que o médico faria a cirurgia pelo preço de R$ 856.
O secretário de saúde da cidade, Marcos Rogério de Paula Oliveira, disse que o procedimento adotado pelo médico otorrino acontecia fora do ambiente da prefeitura e que ele não tinha conhecimento do caso. O secretário disse também que o município realiza em média 40 cirurgias eletivas por mês.
O médico acusado negou as irregularidades mas admitiu que levava pacientes do Sus até o consultório.
O promotor público Leandro Martines que não há indícios da participação de outras pessoas no esquema.
O secretário de saúde de São Sebastião do Paraíso, disse também que o paciente e o médico podem marcar juntos as cirurgias.



















