Agradecimentos a Rita Seda – A Casa da esquina!

Em visita a Santa Rita do Sapucaí, onde passei o carnaval na casa de meu irmão Jorge, li uma matéria publicada por Rita Seda no jornal “O Vale da Eletrônica”, uma edição guardada por ele como um souvenir.

CLIQUE AQUI e veja a matéria.

Realmente ficamos todos emocionados e agradecidos pelas palavras carinhosas dedicadas aos nossos pais e avós, que realmente eram as pessoas a quem foram dirigidas tão simpáticas e elogiosas palavras.

À medida que lia, voltava no tempo e vivia emoções de anos atrás, os tempos em que todas estas pessoas estavam entre nós e A Casa Branca da Esquina vivia cheia de amigos e parentes. Entre suas paredes o riso corria fácil, pois nesta casa só havia alegrias, todos éramos felizes e gostávamos de compartilhar com os amigos esta nossa alegria.

Por vezes nos sentávamos na varanda e ficávamos horas a fio a apreciar os bons amigos passando de um lado para o outro no seu corre-corre, nos seus afazeres diários e sentíamos uma alegria enorme ao sermos descobertos de nosso posto e poder retribuir um aceno, um bom dia, enfim sabermos que tínhamos amigos nesta pequena grande Santa Rita.

Lembro-me do meu avô, Sr. Zico Rennó, sentado atrás da coluna da varanda, meio que escondido, mas atento aos passantes e demonstrava sua alegria ao ser descoberto, muitos já sabiam do seu hábito e não era surpresa encontrá-lo ali.

Me lembro com saudades dos filmes que passavam no salão que meu avô cedeu para a igreja, onde entrávamos sem pagar.

Após sua morte em 58, minha avó, Da. Mariquinha Rennó e minha tia Carminha passavam horas na varanda, principalmente no inverno onde iam tomar um pouco de sol para espantar o frio e por muitas vezes encontraram mais do que isso, encontravam o calor humano dos amigos que passavam, alguns até sentavam um pouco para uma rápida prosa e um cafezinho.

Aos domingos, após a missa das oito, vários tios e tias, amigos e amigas vinham se sentar na varanda da Casa Branca da Esquina para colocar o assunto em dia. Quantas vezes deixei de sair para ouvir histórias contadas entre risos e gargalhadas, historias que nos faziam bem, engraçadas, alegres e muitas delas verídicas. Fatos engraçados vividos pelos autores ou um dos presentes, historias que se prolongavam pelo almoço afora, muitos deles terminando já no meio da tarde.

E nos carnavais, a Casa Branca da Esquina se tornava uma arquibancada para os diversos amigos que por ali passavam e iam entrando para ver o nosso Demo e Ride passar.

Uma das exigências dos proprietários era que ambos fossem aplaudidos, sem nunca destratar o bloco adversário, até porque eram pessoas queridas que estavam desfilando, muitas delas eram consideradas mais que parentes, mais que amigos, eram realmente da família, como irmãos. Tínhamos que respeitar o trabalho e, mais do que isto, a amizade dos que estavam desfilando.

Bem, a Casa Branca da Esquina já não existe mais, mas tenham certeza que seus proprietários nos passaram a alegria, coragem e o respeito que devemos ter para com nossos amigos, e com certeza a Alma daquela casa não foi derrubada por máquinas, ela permanece viva em nossos peitos, a mesma varanda da qual acenávamos e recebíamos os amigos, permanece intacta dentro de nós, aberta, a convidar os amigos do peito.

Por isto, por estas recordações que me invadiram como um turbilhão gostaria de agradecer imensamente ao jornal Vale da Eletrônica, na figura da Sra. Rita Seda pelas palavras gentis aos meus pais e avós, pelo carinho que demonstrou, pela lembrança de um tempo em que todos eram um pouco mais amigo e talvez por isto, mais felizes.

O meu muito obrigado pelo espaço que me permite tornar público este agradecimento a Sra. Rita Seda.

Eduardo Toledo Rennó

Sobre Giácomo Costanti

Email: contato@valeindependente.com.br
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3 respostas para Agradecimentos a Rita Seda – A Casa da esquina!

  1. Wagner disse:

    Maravilhoso o relato de D. Rita Sêda e o agradecimento de meu grande amigo Edu, sómente quem conviveu com os grandes amigos daquela casa sabem seu significado. Minha juventude nos carnavais e no dia a dia em conversas com os amigos na varanda, juntamente com D. Yvone em sua simpatia impar sempre rindo das brincadeiras que nós faziamos; Mãe Dolô na cozinha sempre preocupada com os “meninos”, são lembranças na minha memória que nenhuma máquina de demolição irá destruir.
    Wagner Matragrano.

    • Eduardo Toledo Rennó disse:

      Obrigado Gaiola, vc com certeza é um dos ajudaram a encher a Casa Branca da Esquina de alegria e, estará sempre nos nossos corações, vc é um dos amigos do peito que não deixará nunca a Alma daquela casa morrer.
      Abraços do amigo

      Eduardo Rennó

  2. Luiz Alberto Seda Paduan disse:

    O Gaiola foi muito feliz quando diz que nenhuma máquina de demolição irá destruir a memória dele. Faço uso de suas palavras para dizer que eu deixei tambem ali guardado um pouco da minha memória e confesso ter me emocionado com essa lembrança.
    Que bom que nós temos a Rita Seda (minha tia), que bom que nós temos agora esse blog para podermos externar nossas emoções e, mesmo que virtualmente podermos abraçar nossos amigos.
    Luiz Alberto.

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